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TAYLOR’S LANÇA QUINTA DE VARGELLAS VINTAGE 2020

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A Taylor’s vai engarrafar o Quinta de Vargellas Vintage 2020.

Comentando o anúncio, o Director Geral da Taylor’s, Adrian Bridge, declara: “Estamos muito satisfeitos com Taylor’s Quinta de Vargellas Vintage 2020 que apresenta a elegância e a estrutura que associamos a esta excelente propriedade.” E acrescenta: “Este Vintage vai permanecer nas nossas caves e será lançado posteriormente, para satisfazer a crescente procura de Single Quinta Vintages maduros a que assistimos nos muitos mercados onde estamos presentes e onde o Quinta de Vargellas Vintage é uma referência.”

Para David Guimaraens, Director de Enologia da Taylor’s: “Dois meses marcaram o ano de 2020: Fevereiro, seco e muito quente, que resultou numa muito baixa ‘nascença’, e Julho, muito quente (+ 3,5ºC), sem memória de um Julho tão quente. A ‘nascença’ baixa e o fenómeno repetido de ‘escaldão’ marcaram indelevelmente o ano. O mês de Agosto foi mais fresco que o normal, mas chuva dos dias 17 a 20 e a reposição de tempo muito quente provocou uma aceleração no amadurecimento das uvas que obrigou a acelerar a vindima em todo o vale.” E salienta: “A variabilidade de localizações na viticultura de montanha do Vale do Douro desempenha um papel fundamental em anos extremos como este, permitindo a produção de vinhos do Porto de excelência como é o caso deste Quinta de Vargellas 2020.”

Foram produzidas 2.500 caixas (de 9 litros, 12 garrafas).

NOTA DE PROVA

Intensa cor púrpura escura com um nariz muito expressivo de frutos silvestres, notas de cereja preta, framboesas e um toque de alcaçuz. As notas florais, que são a marca distintiva do Vintage Vargellas, estão proeminentes, assim como as delicadas fragrâncias de violetas que combinam maravilhosamente com os sabores de frutos silvestres que lhe dão a estrutura. Os taninos lineares conferem grande firmeza e uma atraente austeridade ao vinho. Este é um Vargellas Vintage harmonioso, equilibrado e fino.

NOTAS SOBRE O ANO VITÍCOLA DE 2020

O ano de 2020 pode ser caracterizado pelo rendimento extremamente baixo, resultante das condições climáticas do ano. As condições extremas de 2020 têm semelhanças com os anos de 2009 e 1820, quando os níveis de açúcar atingiram níveis extraordinariamente altos.

Após três anos consecutivos de precipitação abaixo da média, o período de dormência, Novembro e Dezembro de 2019, registou chuvas significativas, 310 mm no Pinhão, enchendo as reservas do solo. O restante do período de dormência foi quente e seco, com temperaturas mínimas elevadas resultando no abrolhamento mais precoce em 18 anos, tendo ocorrido no Pinhão no dia 3 de Março.

No início da época de crescimento, percebemos que a fertilidade muito baixa resultaria num ano de baixa produção. Com menos cachos por videira, manteve-se a esperança de uma época de crescimento equilibrado, proporcionando uma produção razoável. O quadrimestre de crescimento (QC – Março a Junho) continuou quente, e com chuvas regulares em Março e Abril garantindo reservas hídricas suficientes para enfrentar o remanescente da temporada. Esta chuva regular exigiu, no entanto, um controlo persistente do míldio (Abril e Maio) e do oídio (Maio e Junho).

Os primeiros sinais de floração nas vinhas letra A foram registados a 4 de Maio, confirmando o desenvolvimento avançado das vinhas. No dia 22 de Junho houve uma mudança brusca no clima, e no dia seguinte a temperatura máxima atingiu 40,75ºC e a humidade relativa caiu para 13%. Isso causou a queima de bagos e cachos mais expostos e contribuiu para uma quebra adicional nos já baixos rendimentos esperados.

O pintor ocorreu a 7 de Julho, no que seria o Julho mais quente desde 1931, altura em que os registos começaram. A temperatura média de Julho foi de 28,19º C em comparação com a média de 2005-2019 de 24,7º C

Agosto foi mais ameno (-0,5ºC do que a média), e em meados de Agosto as sebes das vinhas estavam significativamente bem conservadas. Os baixos rendimentos, juntamente com as boas reservas de água do Inverno e da Primavera, levaram a um rápido ritmo de amadurecimento. Entre os dias 17 e 20 de Agosto choveu 21 mm, o que contribuiu ainda mais para o amadurecimento; no final de Agosto houve uma mudança visível na conservação das uvas. Tendo sido particularmente evidente para a Touriga Francesa.

No dia 5 de Setembro iniciámos a vindima na Quinta de Vargellas.

TAYLOR’S

A Taylor’s foi fundada há mais de três séculos, em 1692, e é uma empresa familiar – detida e gerida – ao longo de toda a sua história. A Taylor’s é reconhecida como a referência para o vinho do Porto Vintage; os seus Vintages clássicos recebem as pontuações mais altas e os preços mais elevados nos leilões. Conhecidos pela sua elegância, longevidade e pelo distintivo carácter aromático, o lote é produzido a partir dos melhores vinhos das quintas da Casa. Estas três famosas propriedades – Vargellas, Terra Feita e Junco – encontram-se em distintas localizações geográficas e cada uma contribui com o seu carácter único e dimensão para a subtil harmonia do lote. Estas propriedades representam o melhor em termos de inovação e tradição, combinando as mais avançadas prácticas vitícolas com a tradicional pisa no lagar, que permanece ainda como o melhor método para a produção de vinho do Porto Vintage.

QUINTA DE VARGELLAS

Os vinhos da Quinta de Vargellas formam, tradicionalmente, a base dos Vintages da Taylor’s. Esta magnífica propriedade, reconhecida como um dos melhores vinhedos do mundo, foi adquirida pela Taylor’s Quinta de Vargellas Vintage 2020 em 1893, a sua reputação como produtora de vinhos do Porto de grande qualidade remonta a 1820. Localizada num remoto recanto do vale do Douro, Vargellas é reconhecida pelos seus elegantes e perfumados vinhos, muito frutados e com taninos vigorosos. É igualmente reconhecida como a fonte de um dos mais raros e coleccionáveis vinhos do Porto Vintage, o Vargellas Vinha Velha, produzido em pequeníssimas quantidades a partir das parcelas de vinha velha da quinta.

Website: Taylor’s